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Sexta, 03 Março 2017

Atoleiros da BR-163 mantêm caminhoneiros “presos”; Ministro Blairo Maggi reage: “Safra recorde de grãos está indo para o ralo”

Atoleiros da BR-163 mantêm caminhoneiros “presos”; Ministro Blairo Maggi reage: “Safra recorde de grãos está indo para o ralo”
PRF afirma que trecho será liberado na segunda; Mapa divulga que será hoje (fotos: Portal Cenário MT)

Atoleiros seguem prejudicando escoamento da produção de grãos no norte do país (fotos: Cenário MT)Há dois dias não chove no trecho dos atoleiros da BR-163 - entre Cuiabá e Santarém - e o trânsito começa a fluir ainda de forma muito lenta na região. A normalização do tráfego só deve se dar mesmo na próxima segunda-feira (6), segundo informações da Polícia Rodoviária Federal passada aos caminhoneiros.

Entretanto, o Ministério da Agricultura divulgou que a normalização deve ocorrer nesta sexta-feira, 3. Em entrevista, o ministro Blairo Maggi foi sucinto: “Safra recorde de grãos está indo para o ralo”.

VEJA TAMBÉM: Atoleiros causam prejuízos de US$ 400 mil por dia 

Apesar das versões sobre a solução, o caos segue instalado. Conforme relatos feitos ao Notícias Agrícolas, as estradas continuam intransitáveis, muita lama, além da falta de recursos para os veículos e para as pessoas que seguem presas no congestionamento.

Segundo o motorista Antônio Carlos Souza Gonçalves, que segue na região dos atoleiros, apenas os caminhões vazios e com destino ao Mato Grosso conseguem circular. "Os que estão indo para o porto de Miritituba não estão conseguindo seguir viagem", diz. "Sem manutenção, não tem condições de trabalhar nas estradas daqui", relata o caminhoneiro.

Ainda segundo informações de caminhoneiros que estão sendo compartilhadas em redes sociais, a fila de veículos de uma ponta à outra - dos carregados aos cheios - já chega a 90 quilômetros. O trânsito no local, nas próximas semanas, deverá ser interrompido para que algumas obras comecem a ser realizadas.

BLAIRO MAGGI REAGE

“Dinheiro que estava na mesa, de uma grande colheita, está indo para o ralo, nos buracos das estradas”, lamentou o ministro da Agricultura, Blairo Maggi. “Dá pena de ver.”

Ele informou que 11 navios que estavam no Porto de Belém esperando carga de soja já foram desviados para portos do Sul do País. Os produtores tiveram prejuízo de US$ 6 milhões só com a “demourage”, a taxa paga pela permanência das embarcações. A carga desviada, por sua vez, poderá sobrecarregar portos como Santos (SP) e Paranaguá (PR).

PRF monitora a situação no local e prevê que tráfego pode ser liberado na próxima segunda-feira (fotos: Cenário MT)No total, o setor estima que o prejuízo nessa safra será de R$ 350 milhões, segundo informou o presidente da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove), Carlo Lovatelli. “Estamos queimando notas de cem dólares, uma atrás da outra”, afirmou o executivo. Essas informações são do Estado de São Paulo.

Ainda conforme o Estadão, segundo Maggi, o produtor que vende a soja precisa entregá-la no prazo, no local definido pelo comprador. Diante do atraso no escoamento da produção local, a alternativa é, muitas vezes, adquirir soja de outros países produtores, como Estados Unidos e Argentina, para honrar o contrato. “E aquela soja brasileira que iria para esse comprador fica ‘micada’ aqui”, explicou o ministro, um dos maiores produtores de soja do País.

Maggi e o ministro dos Transportes, Maurício Quintella, se reuniram nessa quinta-feira com representantes dos produtores para discutir a situação na BR-163. Eles acertaram um esquema pelo qual será reduzido o envio de caminhões para a rodovia, de forma que será possível manter as condições de tráfego. (Da Redação do Norte Agropecuário, com informações do Notícias Agrícolas e jornal O Estado de São Paulo)

Atoleiros seguem prejudicando escoamento da produção de grãos no norte do país (fotos: Cenário MT)Atoleiros seguem prejudicando escoamento da produção na BR-163 (fotos: Cenário MT)

Norte Agropecuário

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